royalNavy_1700804cSurge este post da leitura de um excelente artigo publicado no McKinsey Quarterly, da autoria de Andrew St. George, sob o título “Leadership Lessons from the Royal Navy“.

Este artigo relata como as instituições militares incorporam excelente práticas de liderança, que podem ser aproveitadas em contextos corporativos. Como tenho dito inúmeras vezes nas minhas aulas de liderança, a instituição militar desde sempre necessitou de gerar followership em contextos de extrema exigência, e mesmo em situações limite. Por essa razão, desenvolveu desde sempre um conjunto de práticas que, comprovadamente, geram comprometimento por parte dos seguidores, através de líderes e lideranças extremamente eficazes.

Muito antes de existir uma área de conhecimento devidamente estruturada sobre Liderança, e muitos anos antes de existir algo chamado Psicologia, já os líderes militares sabiam, mesmo que de forma meramente intuitiva, o que motiva as pessoas e o que gera aquilo a que eu costumo chamar a “admiração seguidora“, que leva a que os seus soldados os sigam até onde for preciso e neles confiem.

Tal não se consegue pelo medo ou pela punição (o que não invalida a existência de uma disciplina forte e de uma cadeia de comando à prova de bala), mas sim através do respeito e da admiração.

Por isso mesmo, as conclusões de Andrew St. George, após anos de estudo da Royal Navy, apontam para o uso das soft skills de liderança como um dos principais drivers da motivação.

Ao longo do artigo o autor relata-nos diversos exemplos de como o uso do optimismo e do storytelling geram resultados poderosos, elevando a moral das tropas através da energia positiva e do bom-humor.

Como o autor refere, ninguém segue um pessimista. Assim, adoptar uma atitude optimista (que é uma opção exclusivamente individual), é uma poderosa ferramenta difusora de confiança. Naturalmente que é essencial fazê-lo de forma genuina e ajustada, sob pena de gerar descrédito (cf. meu post sobre Genuinidade Empresarial).

Outros exemplos muito interessantes são dados, como por exemplo os Dogwatch Sports, que mais não são do que jogos informais, pequenas competições entre tropas, que conferem uma dimensão lúdica a uma instituição tão séria como a militar. Outro exemplo é o Adventurous Training, que consiste em jornadas fora de portas, em que as tropas praticam montanhismo, espeleologia e kayaking, por exemplo. Chama-se a isto treinar o corpo e a moral 🙂

A promoção de networks informais internas é outra prática relatada, como forma de trocar conhecimento tácito entre tropas, bem como de disseminar a filosofia da corporação, através do storytelling. Curiosamente, para que o storytelling não descambe em saudosismo, as narrativas são centradas nos feitos de camaradas de armas  em situações passadas (e em circunstâncias únicas), como inspiração para situações futuras (mesmo que diferentes).

Recomendo vivamente a leitura integral do artigo e deixo-vos um vídeo sobre como a Royal Navy faz um teambuilding usando um simulador de naufrágio: o Navy Sinking Ship Simulator.

Enjoy it 😉

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