2017004802O Mentes Brilhantes esteve parado nos últimos três meses, em grande parte devido aos tempos impossíveis que vivemos, e que tanto tempo me consomem…

Seguramente que 2012 deve ter sido o ano mais difícil de sempre para qualquer português vivo. Não vale a pena discorrer sobre as peripécias e dificuldades de 2012: basta ler os jornais ou andar pela rua para percebermos o que foi 2012 e o que será 2013. Prefiro pois falar dos ensinamentos que tirei deste ano.

Os anos difíceis são anos seguramente reveladores, pois é nos momentos de adversidade que as pessoas verdadeiramente se revelam. Foi por isso um ano muito proveitoso, em que tive oportunidade de:

  • ter agradáveis surpresas com muita gente que se revelou de grande honestidade, rectidão, solidariedade e espírito de sacrifício, mostrando de que fibra se fazem os verdadeiros lutadores, “heróis anónimos” desta sociedade em que vivemos;
  • ter surpresas menos agradáveis, com pessoas que eram para mim uma referência de vida mas que se revelaram muito abaixo das minhas expectativas (especialmente no campo dos valores morais);
  • desenvolver um enorme respeito por colaboradores que infelizmente tive de dispensar, e que geriram esse momento com enorme dignidade e elegância;
  • desenvolver uma intolerância visceral por gente que só sabe falar de direitos e jamais abre a boca para falar de deveres. Gente que cultiva uma postura de total improdutividade, destruindo valor sem qualquer peso na consciência. Uns por preguiça, outros por incompetência, mas todos encontrando sempre uma justificação externa a si mesmos para não produzirem e irem vivendo à conta de quem trabalha e é produtivo. Para esses, a minha tolerância é zero!
  • desenvolver as minhas skills de negociação até ao limite: nada como tempos difíceis para aguçar as nossas competências mais críticas 😉
  • desenvolver ainda mais a resiliência: aprendi (ou melhor, recordei) que mesmo nos momentos mais difíceis há sempre uma porta que se abre ou alguém que nos ajuda a fazer a caminhada…
  • ganhar um enorme respeito e admiração (se é que pode ser maior do que aquele que já tinha) pela minha mana, cunhado e sobrinha, que enfrentam com valentia tempos verdadeiramente impossíveis (eles sabem do que falo);

Por muito difíceis que sejam os tempos, há sempre coisas boas que acontecem e que nos fazem achar que valeu mesmo a pena. Evoco aqui algumas delas, sob pena do resumo ser algo injusto, porque incompleto:

  • Foi o ano em que nasceu a minha sobrinha Bea e o meu primo Francisco (o renovar das gerações é sempre um momento de genuína alegria 🙂  );
  • Foi também o ano em que a Diana se juntou ao Sebastião e à Constança (sim, estou a falar dos meus gatos!);
  • Foi o ano em que decidi retomar o meu doutoramento em força (Deus, dai-me forças para acabar isto até Abril!);
  • Foi o ano em que dei algumas das minhas melhores aulas de sempre (aos meus alunos, o meu sentido obrigado 🙂  );
  • 604071_434678983248599_52663879_nFoi o ano em que finalmente saiu o meu segundo livro – Equipas de Alto Rendimento – , cujo lançamento me fez ver os muitos amigos que tenho (mesmo que esteja anos sem os rever);
  • Foi o ano em que a minha Ana fez uma certificação cuja sigla nunca recordo, mas que é um verdadeiro atestado da sua enorme competência 🙂 ;
  • Foi o ano em que concluímos essa verdadeira odisseia que foi a obra colectiva “GRH de A a Z“, cujo lançamento já em Janeiro foi mais uma vez fonte de grandes alegrias!
  • Foi o ano em que o meu amigo Pedro Rebelo concluiu a sua licenciatura e deu o grito do Ipiranga, mudando de vida num acto de verdadeira iluminação e coragem 🙂 Muito me orgulho de ter dado um “empurrãozito” nesse sentido 😉
  • Foi o Ano em que o Afonso começou o seu percurso no Coro de Pequenos Cantores da Portela, provando que o talento surge de onde menos esperamos (nunca sonhei que ele tivesse a voz que tem 🙂  ).
  • E também foi o ano em que me tornei um “Apple User” integral, com todos os idevices que possam imaginar, verdadeiramente convertido ao Appleverse! E meus amigos, para além da minha produtividade ter duplicado, acreditem que trabalhar passou a ser bem mais divertido 😉

Certamente que a lista ficou incompleta, mas terei oportunidade de a completar no futuro.

O principal deste “míni-balanço” é a conclusão a que chego: mesmo nestes tempos impossíveis, vale a pena continuar a jornada 🙂 Assim saibamos navegar por estes mares tempestuosos e possamos saborear as coisas boas que todos os dias nos acontecem…

… Céus, que tempos emocionantes estes 😉

Até já!

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3 thoughts on “Crónicas de Tempos Impossíveis I

  1. Ufa!!! Já tinha saudades das suas crónicas!!!
    Parabéns!!! Sem duvida partilho cosigo um ano de grandes feitos e de grandes mudanças…também para mim claro!
    bjinhos

      1. Pois tudo a rolar…. 🙂
        E como estao a s coisas em termos de projetos? quando pensa vir ca por cima?
        Diga alguma coisa, podemos tentar marcar alguma coisa!
        bjinhos

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