Surge este post de um excelente contributo do Luís Matias, meu aluno no curso Saber Liderar, que não resistiu a enviar-me um excelente vídeo do Youtube, após o debate que tivemos na aula acerca de recompensa e motivação.

Neste debate, discutimos a diferença entre recompensas intrínsecas e recompensas extrínsecas, ou seja, até que ponto conseguimos motivar-nos apenas com a expectativa de uma recompensa financeira, ou se será necessário algo mais, que funcione como atribuidor de sentido e vitamina energizadora do nosso esforço discricionário.

Naturalmente que eu acredito que é necessário algo mais, e a minha própria experiência de vida o confirmou, para lá das excelentes teorias de Herzberg ou Maslow.

Na verdade, quando somos aumentados, muito rapidamente o incremento financeiro que sofremos passa a ser incorporado no nosso nível de vida, tendo um impacto diminuto, senão mesmo marginal na nossa motivação.

Clarifico desde já que não estou a afirmar que o dinheiro não é importante: é, e muito, mas apenas no sentido que é necessário para mantermos adequados níveis de satisfação… e isso nada tem a ver com motivação.

Ou seja, se não houver dinheiro lá em casa para pagar o colégio das crianças, tenderemos a andar insatisfeitos e preocupados, não conseguindo o focus necessário para desenvolvermos uma actividade profissional de excelência – e isto é destruição de valor. Todavia, se ganharmos um salário percebido como “justo”, isso previne a destruição de valor, mas não garante maior criação de valor, pois isso depende da nossa motivação para fazer melhor.

E a motivação é activada por recompensas intrínsecas à nossa profissão, como a atribuição de maiores responsabilidades ou desafios, oportunidades de aprendizagem ou reconhecimento profissional (todas eles ligadas à progressão de carreira, ao sentido atribuído à profissão e ao inevitável conjunto de aspirações para o futuro).

O vídeo que aqui partilhamos, foca-se no resultado de alguns recentes estudos que apontam para as seguintes conclusões:

  • o dinheiro só é eficiente como motivador em actividades simples e repetitivas (pouco sofisticadas);
  • qualquer actividade que implique o recurso ao pensamento criativo, à tomada de decisão e à análise das situações, tem no dinheiro um motivador que tipicamente prejudica a performance;
  • os melhores motivadores alternativos nestes casos são:
  1. A autonomia, ou seja, a liberdade para criar, para encontrar soluções para os problemas, para deixar a sua marca no trabalho feito;
  2. A excelência, ou seja, o encorajamento para a procura da melhoria contínua, para o prazer de fazer bem (mastery);
  3. O propósito, ou seja, o motivo inspirador que justifica existencialmente e moralmente a actividade profissional.

Curiosamente, estes motivadores são genericamente aceites como enablers do desenvolvimento de talento… não será por acaso, concerteza 😉

Deixo-vos aqui dois textos muito interessantes sobre o tema:

The Power of Intrinsic Rewards

THE FOUR INTRINSIC REWARDS THAT DRIVE EMPLOYEE ENGAGEMENT

Por fim, o vídeo que deu origem a este post… obrigado Luís!

Enjoy it 😉 !!!

E ainda… um genial vídeo com uma palestra do brilhante Dan Pink, que em plenas TED Talks tão bem explica esta temática:

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