Tive a semana passada o privilégio de participar numa conferência organizada pela Talenter, sob o título “O Talento nas Organizações“.

Coube-me a mim abrir e moderar o primeiro painel, onde tive o privilégio de conhecer o Carlos Coelho, presidente da Ivity Brand e uma das figuras de referência na criação de marcas em Portugal.

O Carlos fez uma intervenção divertida e assombrosamente lúcida, intitulada “Talent Branding”, onde passou um conjunto de mensagens muito fortes, que resumo aqui:

  • o mundo está a mudar, e isso implica que temos de reinventar a nossa proposta de valor continuamente, olhando para o nosso “território” e pensando se é nele que queremos continuar (numa alusão clara às estratégias oceano azul);
  • o talento reside na capacidade de interpretar a realidade, perceber o que é valorizado num determinado contexto e apostar nisso!
  • o talento é aquilo que não se consegue colocar na folha de cálculo – excelente frase! e nela reside a diferença entre “prestação profissional” e contributo talentoso! O contributo talentoso não é capturável por estratégias de explicitação do conhecimento, ele brota dos indivíduos por opção criativa e deliberadamente generosa (não esquecendo que todos usamos o chamado “princípio da retribuição”!);
  • uma marca é como o amor: leva tempo a fazer o seu caminho… e o talento, acrescento eu, reside no valor que percebem em nós, logo, como nossa “marca pessoal”, também requer tempo, paciência e disciplina…
  • se queremos seduzir os outros para o nosso talento, mais do que pensar o que queremos obter deles, temos de pensar o que temos para dar (qual o valor acrescentado que podemos oferecer?)
  • o não-talento hoje não significa não-talento amanhã – mais uma grande frase! porque nos relembra como por vezes desistimos tão depressa das pessoas...
  • ter talento é aprender todos os dias, fazendo a nossa caminhada de olhos bem abertos em busca do que ambicionamos – a ideia é tão boa que fala por si…
  • temos muito e bom talento em Portugal, do qual nos devemos orgulhar e dar como exemplo!

Só esta última ideia já tinha valido pela intervenção!

De facto, neste país à beira-mar deprimido, faz-nos falta muitos Carlos Coelhos que nos relembrem o que de bom fazemos por cá, para que a nossa auto-estima reflicta o nosso real valor, e não o valor que a Moody’s quer que tenhamos! 😉

Deixo-vos com uma apresentação do Carlos Coelho.

Enjoy it! 😉

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