teamwork_handsReli há uns dias um excelente artigo de opinião do António Vidigal, que foi publicado em tempos no DE com o título “Um Mundo em Rede” infelizmente já não disponível online).

Nesse artigo, o António Vidigal dava alguns exemplos de como as redes sociais podem alavancar novos modelos de negócio, baseados na cooperação e na co-criação.

Um dos exemplos mais poderosos nasce de um evento desportivo global – a Volvo Ocean Race -, ou seja uma regata épica à volta do mundo. Apesar de ser um evento global que se estende por mais de 9 meses e 37.000 milhas, os envolvidos são sempre em número restrito (tripulações e aficionados). Para envolver um número mais alargado de pessoas, os organizadores criaram o Volvo Ocean Race Game: uma regata virtual que já envolveu mais de 200.000 participantes por todo o mundo!

O potencial de data mining que 200.000 inscritos (e respectivos endereços de mail) representam é apenas a vantagem mais óbvia da qual os organizadores beneficiam, entre muitas mais que justificam a organização de um evento na web 2.0 que aproveita a tendência gregária que os seres inteligentes têm: eles funcionam melhor ligados, em interacção e em comunidade (desde que haja percepção de ganhos mútuos, claro!).

Outro exemplo ainda mais significativo é o da Verizon, uma empresa de comunicações americana que desenvolveu um conjunto de fóruns para que os seus clientes trocassem entre eles um conjunto de informações sobre os seus produtos, num verdadeiro espírito de entreajuda.

Daí nasce o célebre caso de Justin McMurry, um reformado da IBM, de 68 anos de idade, que passa em média 20 horas por semana a ajudar outros clientes da Verizon, ganhando com isso… zero dólares!

… sim, leram bem: ele faz isso de graça! E porquê? Pelo reconhecimento dos seus pares, pela utilidade percebida do seu contributo, pelo sentido que esta actividade dá à sua vida numa fase pós-profissional (logo, há uma percepção de ganho para o Justin, e um ganho efectivo para a Verizon, que criou uma comunidade de prática dinâmica, tendo tido apenas o custo de criar a plataforma de partilha!). Vejam como uma empresa “tipo ZON” consegue envolver os seus clientes no negócio, extraindo deles um volume de conhecimento tácito de valor talvez incalculável…

O que é isto? Focus no cliente e fidelização, gestão do conhecimento e inovação colaborativa.

Deixo-vos com um vídeo muito engraçado, ilustrativo de como funcionam as redes sociais.

Enjoy it 😉

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4 thoughts on “O paradigma do mundo em rede

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