pastsignEstando em fase de releituras, foi muito interessante rever um artigo genial da Lucy Kellaway, escrito no Financial Times em Maio passado, com o título “Recusa, Medo, Resignação e um certo Contentamento“.

Nele, a autora constata, por observação do seu quotidiano, um fenómeno a que poderíamos chamar a “Síndrome do Contentamento“: segundo a Lucy, parece que a natureza humana nos impele a não ficar demasiado tempo deprimidos com as más notícias (leia-se crise), muito provavelmente porque não aguentaríamos essa “espiral depressiva”.

De onde provém essa constatação? Do facto de observar um conjunto de amigos ou conhecidos que, após estarem fortemente preocupados e ou pessimistas com a crise, meses depois a olhavam com outros olhos, mais positivos, apesar de nada de substancial ter mudado!

Parece de loucos, não acham? Pois não é!

Aquilo que a Lucy constata é que a natureza humana nos permite olhar para a realidade de diversas perspectivas, e acontece que algumas são mais adequadas que outras para reagirmos e superarmos os obstáculos que a vida nos coloca pela frente!

O nosso cérebro, tão complexo mas tão perfeito, ao interpretar a informação correspondente a uma realidade, atribui-lhe uma determinada valoração, mais ou menos positiva, mais ou menos negativa. Do que é que isso depende? De várias coisas:

  1. da nossa história de vida passada;
  2. dos significados positivos ou negativos que atribuímos aos episódios mais marcantes;
  3. das aprendizagens que realizámos em face desses episódios;
  4. da nossa auto-estima (desenvolvida em função da nossa história de vida);
  5. da nossa percepção de capacidade (acreditamos em nós?);
  6. do nosso locus de controle (o meu destino depende de mim?).

Da conjugação destes diversos factores resulta a forma como olhamos o mundo:

  • olhamos para o copo meio-cheio ou meio-vazio?
  • temos a ousadia de mudar o que podemos e a sabedoria de não tentar mudar o que não podemos?
  • calibramos as nossas expectativas em função disso e aprendemos a ser felizes?
  • combinamos ambição e realismo e agimos de forma a seguir em frente?

Da forma como olhamos o mundo resulta a nossa capacidade de regeneração, ou resiliência, que nos permite olhar para os obstáculos com o optimismo para que tenhamos a coragem e o engenho de descobrir novas formas de superar as dificuldades, de nos transformarmos e crescermos, em suma… de fazer brilhar os nossos talentos 🙂

Votos de boa reflexão 😉

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