creativitySurge este post da leitura de um apontamento genial do Jorge Nascimento Rodrigues, no seu blog Janela na Web, sob o título “Regra nº 1 em tempos de crise: Criatividade no posto de comando“.

O próprio nome do post é perfeitamente elucidativo sobre o tema e sobre a opinião do autor, que surge alinhada com a corrente positiva de gestores que, face à crise, defendem que a resposta passa não por posturas mais conservadoras e por apostas em downsizings e reduções de custos, mas sim por posturas mais inovadoras e por focalização na criação de valor, através do desenvolvimento de novos produtos e mercados.

Todas as evidências parecem comprovar que prepararmo-nos bem para enfrentar a crise não passa por “emagrecimentos organizacionais” indiscriminados. Estes geram, quase sempre, aquilo que costumo chamar de “anorexia organizacional” (disfunção organizacional resultante do excesso de saída de capital humano, que se manifesta através de ineficiências, perda de capacidade produtiva e incapacidade de inovar).

Prepararmo-nos para a crise consiste em reduzir ineficiências e em concentrar-nos no nosso core business, é certo – de forma a reduzir o risco operacional e a ter uma gestão lean, mas acima de tudo em conseguir desbravar novos mercados, numa estratégia blue ocean e inovar de forma a redefinir as regras do jogo de mercado, numa lógica game changing.

E tudo isto passa por fazer florescer a criatividade nas organizações… e criatividade sem talento é como cerveja morna e sem gás 😉

JNR relembra que não há receitas únicas e infalíveis para fomentar a criatividade nas organizações, sendo necessário ler os sinais da cultura organizacional e do modelo de negócio, de forma a encontrar a maneira (específica e única) de fazer com que as medidas de promoção da criatividade sejam encaradas como naturais e necessárias à organização. sem esta percepção de valor e utilidade, não haverá genuína adesão por parte dos intervenientes – cf. post sobre genuinidade empresarial.

Mas, como cimento comum a todas as variantes, JNR recorda-nos que há cinco ingredientes fundamentais:

  1. envolva gente com diferentes perspectivas e competências;
  2. evite a microgestão no processo criativo e admita que há sempre redundâncias;
  3. proporcione tempo e recursos suficientes para o período de discussão;
  4. alimente um ambiente de desafio intelectual e de reconhecimento público;
  5. mande outros tomar conta do processo de comercialização (são muitos poucos os criativos que o conseguem fazer bem).

Outras dicas interessantes são:

  • cultivar a tolerância ao erro, como modelo de aprendizagem e experimentação inovativa – cf. post sobre inteligência emocional na gestão;
  • combater o “espírito Dilbert”, que promove a burocracia e a (des)implementação – cf. artigo sobre A Pesada Herança de Roma;
  • apostar nos interesses e paixões individuais dos colaboradores – cf. artigo sobre O Paradoxo de Ícaro;
  • apostar na inovação colaborativa, não acreditando no mito do “génio solitário” (somos seres sociais, também no acto criativo!)

A título de inspiração, deixo-vos um artigo de Valdemir Ribeiro, que, do outro lado do Atlântico, escreve sobre Como Vencer a Crise e Construir um Futuro Melhor.

Outro exemplo bem português é o site PORTUGAL EM GRANDE, em que vemos como temos um conjunto de recursos surpreendentemente vasto para vencer a crise. Muitas vezes o que acontece é que não prestamos atenção…

Por fim, deixo-vos um inspirador vídeo de Frank Gehry sobre criatividade e aprendizagem com os erros.

Enjoy it e boa reflexão 😉 !

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6 thoughts on “Criatividade: uma arma para combater a crise

  1. Estimado amigo, muito obrigado pela referência ao artigo, mas o mérito deve ser atribuído ao entrevistado e não à minha humilde pessoa, ainda que eu ache (se me é permitido, por uma vez, ser opinion maker), já nos chegar de doses de monetarismo e de Keynesianismo, e precisarmos mais de Schumpeter.

    1. Estimado amigo Jorge, sem tirar mérito ao entrevistado, prefiro saudar os méritos de quem divulga, de forma quase evangelizadora, e ainda por cima em língua portuguesa.

      … e não podia estar mais de acordo consigo, claro 😉

      Abraço amigo

      Ricardo

  2. E lá vai a minha posta. As aulas sobre inovação do EMBA acabaram, mas sinto que continuam de alguma forma (e ainda bem, obrigado).
    Gostei especialmente de saber que existe uma tendência para a inovação como a antítese aos “emagrecimentos” – muitas vezes sem sentido – das organizações. A criatividade é a saída para a crise.

    Obrigado por partilhar

    Cumprimentos

    André Rodrigues

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