stevejobsDei por mim há pouco tempo atrás a mostrar aos meus alunos de MBA o vídeo do mítico discurso de Steve Jobs em Stanford – “You’ve got to find what you love“.

Mostrei-lhes o vídeo no âmbito de uma cadeira de inovação, por achar que o mesmo seria um exemplo inspirador do pensamento de um dos líderes mais inovadores de todos os tempos.

Sabia que era igualmente uma grande lição de vida (um pouco “herética” para usar numa universidade, uma vez que Steve começa o seu discurso dizendo que não precisou de acabar o curso para ter sucesso 😉 ).

O que não esperava foi que o revisitar desta fantástica peça de comunicação me levasse a reflectir de novo sobre as três grandes lições de Steve Jobs, percebendo como elas são igualmente preciosas numa óptica de gestão do talento.

E quais são essas três lições? Simples:

  • “Connecting the dots” – ou seja, aprender continuamente e aproveitar tudo o que a vida nos oferece para crescermos e desenvolver capacidades e talento. Diz o Steve Jobs, e cheio de razão, que muitas vezes passamos por experiências que nos são muito valiosas no futuro, mas que só percebemos isso mais tarde. Comigo passou-se isso das mais diversas formas: por exemplo, ao fazer teatro amador aos vinte anos de idade, jamais saberia como isso me iria ser útil décadas mais tarde na actividade de professor universitário (onde também se pisam as tábuas de muitos palcos 😉 !). Perceber como podemos aproveitar essas experiências é uma atitude de atenção e uma disciplina de aprendizagem permanente que se desenvolve, que não dispensa uma boa dose de psicologia positiva, uma vez que temos de olhar para os factos não esquecendo que mesmo a experiência mais desanimadora tem um lado bom e proveitoso – resta saber se estamos dispostos a encontrá-lo…
  • “Love what you Do” – ou seja, apreciar o que criamos, fazer o que gostamos e reinventar o gosto por aquilo que fazemos. Quando desenvolvemos esta disciplina de prazer criativo, concentramo-nos em fazer o que gostamos muito de fazer e desenvolvemos a capacidade de fazê-lo muito bem. Esta disciplina de excelência pelo prazer é o princípio do desenvolvimento do talento pelos pontos fortes e pelo factor P (de prazer). Mais uma vez, a psicologia positiva entra na equação;
  • “Follow your Dream” – ou seja, perseguir o sonho que dá sentido à nossa vida, não esquecendo que todos somos finitos e mortais, e que importa deixar a nossa marca no mundo, através daquilo que fazemos. Nada é mais poderoso que a noção do legado que queremos deixar: é ele o atribuidor de significado aos nossos actos, o farol que ilumina o nosso caminho e nos motiva para levantar todos os dias da cama com vontade de fazer coisas que nos fazem brilhar os olhos. De facto, sem sonho não há progresso…

Se pensarmos nisto a sério, percebemos que estas são grandes lições não só para nós, enquanto indivíduos com talentos, mas também para as organizações, enquanto entidades aglutinadoras de talentos e potenciais criadoras de valor.

Obrigado Steve, pela reflexão a que nos encorajas quando nos falas da tua vida 🙂

Como acepipe final, deixo-vos aqui uma colectânea multimédia dos discursos de Steve Jobs.

Enjoy it 😉 !

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2 thoughts on “Steve Jobs revisitado

  1. Não deixando de ser um daqueles que está à procura da sua própria irreverência, procuro ser também atento ao que se desenrola à minha volta. E tendo a gostar de debater e partilhar os achados que vou fazendo ao longo do meu percurso.
    Portanto, e depois de me ter mostrado esse vídeo acho que a única coisa que posso fazer é retribuir, e falar-lhe da minha leitura de cabeceira dos últimos tempos: Grow from Within – Mastering Corporate Entrepreneurship and inovation, de Wolcott, Robert; e Lippitz, Michael. Um livro que procura falar da inovação de uma forma diferente, e que tem uma abordagem interessante acerca da forma como podem ser encaradas as vantagens tecnológicas.
    Nota: a história da Sony no início é de fazer chorar qualquer corporação… e também mete ao barulho o Steve Jobs (o Homem está em todo o lado).

    Espero que seja útil e desejo-lhe um óptimo trabalho, e que continue a “postar” por aqui.

    Um académico abraço

    André Rodrigues

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