business_man_modifiedNão resisti a partilhar convosco um vídeo do Professor Robert Sutton, que a McKinsey divulgou no seu site, sob o título “Good boss, bad times“.

Neste vídeo. o Professor Sutton, em formato de entrevista, aborda a temática de como ser um bom líder em tempos difíceis.

É de facto nestes momentos que as capacidades de liderança são postas à prova na sua plenitude. Em momentos de facilidade, provavelmente a destruição de valor resultante de uma má prática não se nota tanto… todavia, em tempos de crise, em que todas as migalhas se aproveitam, o efeito destrutivo de uma má liderança torna-se perceptível em tons de bold!

Quais os hot topics desta entrevista? Destaco os seguintes:

  • efeito “amplificador” – o líder não se deve esquecer que, a partir do momento em que assumiu responsabilidades de liderança, tudo o que faz passou a ser um acto de comunicação com repercussões na equipa. Porquê? Porque o líder funciona como um referencial para os seus seguidores. Em tempos de crise, em que as pessoas andam preocupadas com o futuro e olham para o que o chefe faz tentando tirar daí ilações sobre sinais do que poderá ser o futuro, o cuidado com o que se diz e o que se faz deve ser redobrado;
  • efeito “predição” – em momentos de incerteza, qualquer pedaço de informação que tenha algum carácter preditivo é aproveitado para gerir a equipa. Sempre que possível, o líder deve fazer o disclaiming do que vai ser o futuro (mesmo que num futuro muito próximo) de forma a garantir alguma estabilidade percebida à equipa;
  • efeito  “informação” – quando o futuro é incerto, torna-se ainda mais importante para as pessoas perceberem o que vai ser feito e porquê. A compreensão do futuro resultante das decisões do presente potencia a sua adesão pelos intervenientes, pelo que recomenda sempre que possível uma política de total transparência;
  • efeito “controlo” – sempre que possível, o líder deve deixar alguma margem de manobra para que as pessoas possam implementar as medidas com algum grau de liberdade e/ou autonomia, de forma a terem alguma percepção de controlo sobre os acontecimentos: esta percepção não só reduz os níveis de ansiedade como reforça o compromisso com as medidas a tomar;
  • efeito “compaixão” – em tempos difíceis, a forma como se implementam as medidas (mesmo as menos populares) deve ser feita em total respeito pelas pessoas, não só na forma como as medidas são tomadas, mas também na forma como são comunicadas… quando os tempos difíceis passarem, vai ser isso que as pessoas recordarão…

Ser um bom líder em tempos difíceis é talvez uma das formas menos caras e mais potentes de reter o talento dentro das organizações. Vamos a isso?

Votos de boa reflexão!

One thought on “Good Boss: liderar em tempos difíceis

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