byblos

Escrevo este post do outro lado do mundo, pois chegou-me a notícia do encerramento da livraria Byblos.

Faço minhas as palavras da Laurinda Alves: era uma ideia inovadora, com imenso potencial e cujo sucesso inicial augurava um destino risonho.

É com imensa pena que a vejo fechar.

Confesso que sempre me intrigou como poderia este conceito ter sucesso numa localização tão improvável (era preciso ir lá de propósito, o que não “casa” muito bem com os hábitos de consumo dos portugueses).

Se o objectivo era ser uma livraria para os “aficionados”, então não se percebe a dimensão assumida (a maior em superfície até hoje em Portugal). Se era para as massas, então seria necessário uma localização estrategicamente mais bem posicionada…

Apesar da explicação dada pelo Américo Areal (ver notícia), confesso que me parece que deveríamos reflectir a fundo sobre a viabilidade da implementação de um conceito que, sendo visionário e inovador, provavelmente necessitava de uma abordagem mais orientada aos resultados (o que não era necessariamente incompatível com o sonho do seu fundador).

Porque o talento não é só feito de sucessos, não quis deixar de partilhar convosco esta reflexão. Ao Américo Areal e à sua equipa resta-me fazer votos de boa sorte e desejar que haja um projecto que possa aproveitar o vosso talento.

Os livros e os leitores agradecem 🙂

One thought on “Byblos: aprender com os erros

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