Na 6ª feira passada celebrou-se o primeiro aniversário da iniciativa Star Tracking – A Odisseia do Talento. Foi a 26 de Setembro de 2007 que se realizou o primeiro encontro entre 80 portugueses na cidade de Madrid.

Desde então muito aconteceu: a rede The Star Tracker uniu mais de 15.000 talentos espalhados pelo Mundo e a “onda” de orgulho “Proudly Portuguese” culminou com o evento Star Tracking Lisboa 2008, no Campo Pequeno, onde se reuniram mais de 700 talentos para celabrar esta nova forma de intervenção social – pela positiva, em rede, com orgulho e espírito empreendedor.

Ao fim de um ano de aventura, importa pensar o futuro. Foi aliás o que aconteceu logo após o evento em variadíssimos fóruns onde o tema se começou a discutir.

Este é um tópico que merece, naturalmente, reflexão interna, mas que me parece igualmente merecedor de contributos “extra-rede”, razão pelo qual abro este post no meu blog, apesar de o ir replicar na rede.

Na minha perspectiva, há que considerar alguns aspectos fundamentais:

  • manter o espírito fundacional – apesar do avento da web 2.0 ser incontornável (cf. post Web 2.0), se se cair na tentação de vender a rede a um grande player internacional (tipo Google ou similar), os fundadores obterão uma mais-valia certamente merecida, mas a rede provavelmente acabará, pois dificilmente um player global vai conseguir entender o conceito “proudly portuguese” (1º factor diferenciador);
  • manter a rede selectiva – se se cair na tentação de fazer crescer a rede indiscriminadamente (para ganhar volume, como faz o LinkedIn), provavelmente perder-se-á o 2º factor diferenciador – o conceito de “world class network”;
  • manter a rede livre – se se cair na tentação de regular demasiado a forma de funcionamento da rede, limitando a liberdade dos seus membros (censurando temas de fóruns, por exemplo), a rede perde o seu 3º factor diferenciador – a dinâmica resultante da livre iniciativa. Se deixarmos o “mercado” funcionar, iniciativas menos elegantes ou inteligentes não terão expressão relevante no seio da rede;
  • manter a rede simples – a rede deve manter-se focada naquilo que interessa: manter as pessoas ligadas, e deixá-las interagir em função dos seus interesses comuns;
  • manter a iniciativa viva – para além da rede social e da sua plataforma, há um vasto leque de iniciativas possíveis para manter a “onda” viva e animada, permitindo às pessoas encontrarem-se pessoalmente. Um evento por trimestre de carácter mais “intimista” (grupos até 50 pessoas) e uma iniciativa anual de larga escala (tipo Campo Pequeno) são essenciais para manter o movimento vivo e pulsante;

Este é apenas um modesto contributo para um debate que hoje envolve milhares de talentos por todo o mundo.

Todos os contributos extra-rede são bem vindos neste post. Comentem e sugiram, ok?

Deixo-vos com dois vídeos que recordam o nascimento da iniciativa e o evento do Campo Pequeno (agora já com pós-produção 🙂 !).

Enjoy it 😉 !

 

 

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2 thoughts on “Star Tracking: que futuro?

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