Um estudo recente da McKinsey confirma as boas novas que muitos de nós anteviam: a Web 2.0 veio para ficar!

No survey “Building the Web 2.0 Enterprise”, fica clara a tendência das empresas para apostar nas ferramentas da Web 2.0, especialmente após um período de “experimentação controlada”, que permita a confirmação do “value for the money”. O crescimento do uso das ferramentas em empresas que as experimentaram no ano passado é simplesmente de 100%!

Esta atitude de experimentação controlada, tendencialmente prudencial, reflecte uma adequada gestão do risco operacional, mesmo na adopção de inovações. Nos tempos que correm, de acelerada mudança e generalizada incerteza, é uma abordagem de gestão poderosa e adequada, em que temos de ousar fazer diferente, experimentar, errar, mas sem cair nas precipitações optimistas que levaram ao estourar da bolha tecnológica no início do milénio.

Assim, a confirmação da validade do recurso à Web 2.0 numa abordagem deste tipo é particularmente robusta, uma vez que não se limita à adesão a mais uma moda.

De destacar a relevância assumida por blogs, wikis, RSSs e Podcasts, usados crescentemente nas empresas como:

  1. ferramentas de gestão da mudança
  2. ferramentas de gestão do conhecimento
  3. plataformas colaborativas entre empregados, mas também com clientes e fornecedores
  4. enablers da inovação
  5. potenciadores do estreitamento da relação com os clientes

É curioso constatar como as redes sociais ainda não foram alvo de tanta atenção e uso como as outras ferramentas da Web 2.0. Muito provavelmente, ainda não ficou claro o retorno que tal recurso pode gerar em termos de investimento. Espero que o exemplo do Star Tracker possa ajudar a perceber o “value for the money” deste tipo de ferramenta 🙂

Das principais barreiras à implementação das ferramentas Web 2.0, destaco as seguintes:

  • Falta de valor percebido (ROI) – o que reforça a minha suspeita sobre a ainda menor adesão às redes sociais…
  • Cultura organizacional pouco receptiva ao uso de tecnologias web 2.0;
  • Falta de incentivos à sua adopção por parte das empresas.

Estas barreiras confirmam que o ponto decisivo no salto para a Web 2.0 é conseguir colocar as organizações a experimentar, o que dá muito espaço de intervenção para quem tenha responsabilidades ao nível da gestão da mudança.

De destacar igualmente o forte sucesso dos blogs na região da Ásia-Pacífico e dos wikis na Índia, chegando mesmo a superar a relevância dos web-services. Tendo em conta o seu forte desenvolvimento tecnológico e económico, estas são tendências a que não podemos deixar de estar atentos.

Por fim um destaque para a constatação de que as tecnologias Web 2.0 aparecem como enablers de mudança:

  • ao nível da forma como as empresas comunicam com clientes e fornecedores;
  • ao nível da forma como captam e retêm talento nas organizações…

Tendo em conta que as duas únicas fontes de vantagem competitiva sustentável são a inovação permanente e a criação de relações de cumplicidade e confiança com os clientes, o contributo da web 2.0 parece ser incontornável.

Assim estejamos à altura do desafio…

Votos de boa leitura 🙂

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9 thoughts on “Web 2.0: a competitividade pós-capitalista

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