You are currently browsing the monthly archive for Junho 2009.

mentesPois é: e num instante se passou um ano! O Mentes Brilhantes sopra hoje a vela do seu primeiro aniversário, com a alegria de ter sido neste primeiro ano uma aventura emocionante e uma agradável surpresa.

Aquilo que começou como uma pequena brincadeira nascida no meio de uma workshop sobre Web 2.0, passou de umas modestas 26 visitas por mês para umas surpreendentes 3000 visitas mensais. Confesso que nunca esperei que este blog ganhasse a popularidade que ganhou. Começou por ser um sítio onde fazia algo que gostava (escrever) sobre um tema que gostava (talento). Era pois juntar o útil ao agradável.

Da mera fruição intelectual inicial, o propósito do Mentes Brilhantes evoluiu para algo mais sério e responsável: o prazer e a responsabilidade de corresponder às expectativas dos mais de 100 leitores diários que nos acompanham. Mais sério, certamente, mas sempre divertido!

A todos os que me encorajaram a levar por diante este projecto, o meu sentido obrigado :-) A todos os que me lêm e me têm estimulado com os seus comentários e desafios, o meu profundo agradecimento!

Espero continuar a ser merecedor da vossa confiança e preferência.

Vamos-nos vendo por aqui ;-)

cirque_du_soleilFui o mês passado ver o Cirque du Soleil, que nos trouxe este ano o espectáculo Varekai.

Gostei de tal forma do que vi, ouvi e senti que não resisti: quinze dias mais tarde estava lá de novo, desta vez com o meu filhote mais velho, o Afonso. Achei que seria uma pena se ele perdesse a oportunidade de assistir a uma combinação tão poderosa de talento, beleza, arte, estética, traduzidos num melting pot experiencial que transformou completamente a arte circense no mundo.

Confirmei que estava certo: o Afonso hoje é fã do Cirque du Soleil e eu acabei por ajudar mais um pouco a apurar o seu sentido estético e a sua educação artística. Valeu a pena repetir a experiência, até porque o dinheiro gasto foi amplamente compensado pelo prazer da fruição estética e sensorial.

Também na perspectiva da gestão do talento o Cirque du Soleil é um caso excepcional, por várias ordens de razões:

Deixo-vos por fim com alguns vídeos do espectáculo Varekai. Enjoy it :-) !

stevejobsDei por mim há pouco tempo atrás a mostrar aos meus alunos de MBA o vídeo do mítico discurso de Steve Jobs em Stanford – “You’ve got to find what you love“.

Mostrei-lhes o vídeo no âmbito de uma cadeira de inovação, por achar que o mesmo seria um exemplo inspirador do pensamento de um dos líderes mais inovadores de todos os tempos.

Sabia que era igualmente uma grande lição de vida (um pouco “herética” para usar numa universidade, uma vez que Steve começa o seu discurso dizendo que não precisou de acabar o curso para ter sucesso ;-) ).

O que não esperava foi que o revisitar desta fantástica peça de comunicação me levasse a reflectir de novo sobre as três grandes lições de Steve Jobs, percebendo como elas são igualmente preciosas numa óptica de gestão do talento.

E quais são essas três lições? Simples:

  • “Connecting the dots” – ou seja, aprender continuamente e aproveitar tudo o que a vida nos oferece para crescermos e desenvolver capacidades e talento. Diz o Steve Jobs, e cheio de razão, que muitas vezes passamos por experiências que nos são muito valiosas no futuro, mas que só percebemos isso mais tarde. Comigo passou-se isso das mais diversas formas: por exemplo, ao fazer teatro amador aos vinte anos de idade, jamais saberia como isso me iria ser útil décadas mais tarde na actividade de professor universitário (onde também se pisam as tábuas de muitos palcos ;-) !). Perceber como podemos aproveitar essas experiências é uma atitude de atenção e uma disciplina de aprendizagem permanente que se desenvolve, que não dispensa uma boa dose de psicologia positiva, uma vez que temos de olhar para os factos não esquecendo que mesmo a experiência mais desanimadora tem um lado bom e proveitoso – resta saber se estamos dispostos a encontrá-lo…
  • “Love what you Do” – ou seja, apreciar o que criamos, fazer o que gostamos e reinventar o gosto por aquilo que fazemos. Quando desenvolvemos esta disciplina de prazer criativo, concentramo-nos em fazer o que gostamos muito de fazer e desenvolvemos a capacidade de fazê-lo muito bem. Esta disciplina de excelência pelo prazer é o princípio do desenvolvimento do talento pelos pontos fortes e pelo factor P (de prazer). Mais uma vez, a psicologia positiva entra na equação;
  • “Follow your Dream” – ou seja, perseguir o sonho que dá sentido à nossa vida, não esquecendo que todos somos finitos e mortais, e que importa deixar a nossa marca no mundo, através daquilo que fazemos. Nada é mais poderoso que a noção do legado que queremos deixar: é ele o atribuidor de significado aos nossos actos, o farol que ilumina o nosso caminho e nos motiva para levantar todos os dias da cama com vontade de fazer coisas que nos fazem brilhar os olhos. De facto, sem sonho não há progresso…

Se pensarmos nisto a sério, percebemos que estas são grandes lições não só para nós, enquanto indivíduos com talentos, mas também para as organizações, enquanto entidades aglutinadoras de talentos e potenciais criadoras de valor.

Obrigado Steve, pela reflexão a que nos encorajas quando nos falas da tua vida :-)

Como acepipe final, deixo-vos aqui uma colectânea multimédia dos discursos de Steve Jobs.

Enjoy it ;-) !

business_man_modifiedNão resisti a partilhar convosco um vídeo do Professor Robert Sutton, que a McKinsey divulgou no seu site, sob o título “Good boss, bad times“.

Neste vídeo. o Professor Sutton, em formato de entrevista, aborda a temática de como ser um bom líder em tempos difíceis.

É de facto nestes momentos que as capacidades de liderança são postas à prova na sua plenitude. Em momentos de facilidade, provavelmente a destruição de valor resultante de uma má prática não se nota tanto… todavia, em tempos de crise, em que todas as migalhas se aproveitam, o efeito destrutivo de uma má liderança torna-se perceptível em tons de bold!

Quais os hot topics desta entrevista? Destaco os seguintes:

  • efeito “amplificador” – o líder não se deve esquecer que, a partir do momento em que assumiu responsabilidades de liderança, tudo o que faz passou a ser um acto de comunicação com repercussões na equipa. Porquê? Porque o líder funciona como um referencial para os seus seguidores. Em tempos de crise, em que as pessoas andam preocupadas com o futuro e olham para o que o chefe faz tentando tirar daí ilações sobre sinais do que poderá ser o futuro, o cuidado com o que se diz e o que se faz deve ser redobrado;
  • efeito “predição” – em momentos de incerteza, qualquer pedaço de informação que tenha algum carácter preditivo é aproveitado para gerir a equipa. Sempre que possível, o líder deve fazer o disclaiming do que vai ser o futuro (mesmo que num futuro muito próximo) de forma a garantir alguma estabilidade percebida à equipa;
  • efeito  “informação” – quando o futuro é incerto, torna-se ainda mais importante para as pessoas perceberem o que vai ser feito e porquê. A compreensão do futuro resultante das decisões do presente potencia a sua adesão pelos intervenientes, pelo que recomenda sempre que possível uma política de total transparência;
  • efeito “controlo” - sempre que possível, o líder deve deixar alguma margem de manobra para que as pessoas possam implementar as medidas com algum grau de liberdade e/ou autonomia, de forma a terem alguma percepção de controlo sobre os acontecimentos: esta percepção não só reduz os níveis de ansiedade como reforça o compromisso com as medidas a tomar;
  • efeito “compaixão” – em tempos difíceis, a forma como se implementam as medidas (mesmo as menos populares) deve ser feita em total respeito pelas pessoas, não só na forma como as medidas são tomadas, mas também na forma como são comunicadas… quando os tempos difíceis passarem, vai ser isso que as pessoas recordarão…

Ser um bom líder em tempos difíceis é talvez uma das formas menos caras e mais potentes de reter o talento dentro das organizações. Vamos a isso?

Votos de boa reflexão!

ydreamsAcompanho o caso da YDreams há já alguns anos, desde que conheci pessoalmente o seu CEO, o António Câmara, numa Conferência da APG sobre gestão do talento.

A YDreams é daquelas empresas que nos fazem perceber como são disparatadas todas as teorias fatalistas sobre o medíocre destino da portugalidade. A YD é um exemplo revigorante de como se pode fazer bem o que quer que seja, ao nível dos melhores do mundo, se se tiver a determinação necessária, um sonho mobilizador e a capacidade de reinventar a nossa proposta de valor todos os dias. E isso não depende de sermos portugueses, americanos ou indianos. E isso tanto pode ser feito em Lisboa, como em Luanda ou em Sillicon Valley!

A YDreams é assim uma lição de optimismo, pela forma positiva como se afirma no mercado global, uma lição de de inovação, pela forma como projecta uma visão de futuro traduzida em produtos concretos que geram novos mercados numa estratégia blue ocean e uma lição de gestão de conhecimento, pela forma como liga a investigação universitária ao negócio, transferindo conhecimento relevante para um contexto organizacional com uma inteligentíssima gestão do risco operacional (ao conseguir inovar em contexto controlado, logo, com mitigação do risco, como o próprio António Câmara afirma em entrevista que mais à frente reproduzimos).

A YDreams é igualmente uma lição inspiradora em termos de gestão do talento, seja pela forma como o adquire à academia (recrutando dos mais brilhantes engenheiros e investigadores do mundo), seja pela forma como promove um contexto de forte partilha de conhecimento, de liberdade criativa (vejam a reportagem que saiu este fim de semana no suplemento do DN) e de grande sentido de commitment com a visão inspiradora da organização – condições essenciais para o florecimento de talento, como defendi no meu post “O Paradoxo de Ícaro“.

Ao António Câmara o nosso obrigado por tudo o quem construído neste “improvável rectângulo”, e por ser um exemplo inspirador para várias gerações de gestores e empreendedores.

Para quem queira saber mais sobre a YDreams, deixo-vos uma reportagem sobre a YDREAMS, na qual se destaca a sua componente inovadora, bem como o endereço do blog da YDreams. Para os mais curiosos ainda há um estudo de caso da YDreams enquanto learning organization, bem como uma peça da TVI24 com mais notícias sobre a empresa. Para quem goste de vídeo, aqui fica também o canal da YD no Youtube. Por fim, uma pequena nota sobre um artigo de opinião do António Câmara sobre propriedade intelectual, que encontrei num dos meus blogs favoritos: o Lugar do Conhecimento.

Deixo-vos ainda um vídeo com uma entrevista do António Câmara, que o meu aluno de MBA, o Ricardo Fonseca, teve a amabilidade de me enviar.

Enjoy it ;-)

 

Junho 2009
S T Q Q S S D
« Mai   Jul »
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  

Blog Stats

  • 37,784 hits

Inquietações Arquivadas

Flickr Photos

IMG_6504

IMG_6424

IMG_6229

Praça do Império

Lisboa vista do Tejo

Tejo ao pôr do sol

More Photos
Watch videos at Vodpod and other videos from this collection.