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img_5243Regressado a Portugal e recuperado do efeito do jet lag, não resisto a fazer um post sobre esta incursão à Big Apple.

Tendo sido a minha estreia nesta fantástica metrópole, a experiência não podia ter sido mais positiva: o seu tradicional ambiente cosmopolita conjugado com a época natalícia, o frio rigoroso a pedir muitas incursões ao Starbucks para retemperar o corpo com doces e quentes beberagens.

New York é de facto uma cidade notável por muitos motivos. Começo por destacar o seu carácter multicultural, verdadeiro melting pot de etnias e estilos, de cores e posturas, de credos e convicções. Tudo em perfeita liberdade e convivência, em que a diferença é a regra e a tolerância a norma social. A inconfundível marca distintiva dessa grande nação que Lincoln tão bem simboliza e que Barack Obama parece querer revitalizar…

img_5353A isto não é alheia a sua tradição de entry point da emigração nos Estados Unidos: visitar Ellis Island é uma lição de história notável, em que aprendemos como um país se pode organizar para acolher uma gigantesca força de trabalho (mais de 12 milhões de pessoas!) de origens tão diversas como a Itália, a Rússia, a Irlanda, Portugal ou, mais recentemente, da região Ásia-Pacífico (não deixem de consultar o registo de emigração, conferindo se algum antepassado vosso terá emigrado para os Estados Unidos).

Um exemplo notável  do passado que contrasta com o estilo actual de controlo de entradas, infelizmente condicionado pelas ameaças implícitas desde o fatíico dia 11 de Setembro de 2001.

img_5325Este dia marcou indelevelmente o rosto de New York e dos seus habitantes, como podemos ver quando visitamos o Ground Zero, um enorme vazio que nos esmaga pela sua solenidade trágica. Para melhor compreendermos  a sua verdadeira dimensão vale a pena visitar a St. Paul’s Chapel, que resistiu milagrosamente à tragédia, e onde prevalecem memórias evocativas daqueles que naquele dia pereceram.

img_5245Este cosmopolitismo traduz-se igualmente no fervilhar permanente da cidade, típica de uma metrópole que se agita 24 horas por dia, sem parar no seu frenesim de acontecimentos, eventos e actividade económica, social e cultural.

Para o sentirmos em pleno há que visitar Times Square, simbolicamente o “centro do mundo”.

Da actividade cultural muito haveria a fazer e a dizer. Limito-me a testemunhar duas das experiências que tivemos: a notável performance operática em “Tristão e Isolda”, de Wagner, magistralmente conduzida pelo notável Daniel Barenboim no Met de New York, em pleno Lincoln Center, e a fantástica performance jazzística no Blue Note, onde tivemos o privilégio de jantar numa das melhores mesas dessa mítica casa onde tantos talentos do jazz mundial surgiram, e onde tivemos o inelutável prazer de apreciar a performance do talentoso Bill Frisell e seus convidados. A não perder!

Dos museus que vimos e dos que ficaram por ver guardar-me-ei para outro post.

Uma nota breve para o verdadeiro deleite que é perdermo-nos pelas prateleiras da Barnes&Noble, em plena Quinta Avenida, onde encontramos tudo o que possamos imaginar, no que concerne à arte da escrita e do prazer da leitura. Confesso que poderia ter passado aqui dias inteiros, como comprovam os pesados volumes de livros que me acompanharam à volta :-)

Muito fica ainda por dizer sobre New York, verdadeiro viveiro de talento em todas as vertentes da criação e produção humanas. Para mais tarde ficam outros posts que me deleitarei a escrever.

img_5417Para já termino com uma breve nota sobre o notável relevo arquitectónico da cidade, que tive o gosto de documentar fotograficamente, como podem ver pela pequena colecção de fotos que publiquei no Flickr.

Para notas complementares sobre esta viagem, bem como uma perspectiva diferente da mesma, não deixem de consultar o blog de um dos meus imperdíveis  parceiros de viagem – é no Browserd.  A narrativa ainda agora começou e promete continuar de forma muito interessante.

Tentarei fazer o mesmo por aqui :-)

Enjoy it e Bom Natal ;-)

new-york-cityPois é, até os executivos têm direito a gozar umas férias :-)

A pretexto de um passeio a Nova Iorque, o Mentes Brilhantes vai entrar de férias durante os próximos dias, com votos de muitas visitas vossas e muitas leituras e (re)leituras.

Esperamos refrescar a cabeça e voltar com novas perspectivas, ideias, interesses e motivações, que possam também alimentar de muitos e novos posts este blog que tanto tem sido uma fonte de prazer, pela escrita e reflexão.

Como mind snack de férias, deixo-vos um pequeno vídeo de Tom Peters, sobre a forma como (não) educamos os nossos filhos para coisas tão simples e fundamentais nos dias de hoje como a criatividade.

Enjoy it ;-)

brainsfullpotentialSurge este post da leitura de outro post, neste caso do Rui Grilo que, no seu blog Ideias em Série, nos fala do chamado Choque de Gerações.

Este é um post que vale mesmo a pena ler, pois evidencia como pode ser ridícula hoje a tentação controleira que alguns gestores têm nas suas organizações, traduzida por atitudes como a proibição do acesso a sites de redes sociais a partir dos pc’s de cada colaborador.

Este tipo de atitudes, típica  do tempo da Guerra Fria, em que a luta pela informação, mesmo a nível da competição industrial, era visto como uma arma estratégica, torna-se hoje risível a nível organizacional, pelos seguintes motivos:

  • a pretexto da defesa da produtividade, está-se de facto a controlar o acesso e difusão de informação, o que coloca desde logo dois problemas:
  1. a falta de seriedade argumentativa, pois o pretexto “oficial” não é muitas vezes o pretexto real, o que faz com que se estejam a tratar os colaboradores como pessoas tendencialmente estúpidas ou desonestas;
  2. a falta de lógica do próprio argumento, pois hoje em dia a produtividade de cada vez mais actividades depende do acesso à informação, da troca de informação e da capacidade de estarmos ligados a pessoas relevantes a quem podemos pedir colaboração.
  • a táctica é perfeitamente inútil: se as pessoas se quiserem ligar acabam por fazê-lo de outras formas (quem hoje não tem acesso a um laptop e a uma conexão 3G?) e a informação flui na mesma;
  • o comportamento é historicamente desadequado: como o Rui Grilo tão bem expõe, as novas gerações já nascem e crescem num contexto digital, de conexão e em que as redes são extensões naturais das suas ferramentas de trabalho. 

Importaria pois entender esta tendência e ajustar as práticas de gestão às mesmas, procurando criar uma ética de responsabilidade, em vez de uma prática de policiamento (ver sobre este tópico o meu artigo Falsos Dilemas Éticos nas Empresas).

Parte da potencial explicação desta tendência  - a que escolhi chamar controlholics, pois denuncia um comportamento compulsivo de controle – deriva da incapacidade de alguns gestores saírem fora dos (pre)conceitos aprendidos por alturas da sua formação, em que o paradigma marxista das relações de trabalho ainda imperava (cf. o meu post Marx e o talento), gerando desta forma um efeito destruidor de talento, potencialmente fatal para a competitividade futura das organizações (cf. O Paradoxo de Ícaro).

Votos de boa leitura e reflexão :-)

shic08O blog do Ruben Eiras – Capital Intelectual – anunciou há dias uma iniciativa extremamente louvável: o post intitula-se Solvay & Hovione Ideas Challenge premeiam investigadores portugueses , e descreve como duas empresas de vanguarda se envolveram numa parceria para premiar os talentos portugueses na área da investigação.

Os prémios têm um “scope” específico: o Prémio Solvay é vocacionado para a área da engenharia química e ambiente, enquanto que o Prémio Hovione é dirigido à química fina e desenvolvimento farmacêutico.

Parabéns pois à Solvay e à Hovione, bem como aos vencedores dos prémios (para mais detalhes não deixem de ler o post do Ruben Eiras!).

 

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