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Este é um tema que me é muito caro.

A minha área de investigação é a inteligência e a criatividade, e nunca imaginei encontrar na Psicologia tantas perguntas e respostas ligadas às nossas perplexidades sobre a Economia.

Uma das coisas que mais me impressionou nos estudos que fiz foi a profunda distância que vai entre o que ensinamos aos nossos filhos e aquilo que eles vão precisar para construir o futuro.

Na escola, os nossos filhos são ensinados a obedecer, a estar em conformidade, a encaixar no padrão.

Raramente aprendem a pensar pela sua cabeça, a questionar o que lhes é dito, a saber fazer perguntas (de preferência inteligentes).

Na escola, os nossos filhos aprendem a resolver problemas bem definidos, sobre os quais têm toda a informação necessária, e para os quais só há uma resposta certa.

Raramente são preparados para enfrentar o que a vida real lhes vai proporcionar: problemas mal definidos, sobre os quais não têm toda a informação e para os quais há mais do que uma resposta certa.

Fora a particularidade de que são treinados exclusivamente para competir individualmente (senão vejamos o tipo de avaliação que têm) e nunca desenvolvem competências de cooperação e partilha.

Para além disso, é-lhes criada a ideia de que devem ter um emprego (estável, certinho, socialmente aceite), em vez de se prepararem para definirem uma missão de vida, um propósito, uma ideia mobilizadora, um projecto.

Como podemos construir o futuro dum país sem cultivarmos o gosto pela inovação e a fome de empreendedorismo?

Esta responsabilidade não é só das escolas… é também de todos os pais, todos os dias.

Pensei muito nisto quando tive de escolher a escola para onde iam os meus filhos. Espero nunca me esquecer de fazer esta reflexão, todos os dias, quando os educo na correria do nosso quotidiano.

Convido-vos a assistir a uma conferência dada por Sir Ken Robinson, nas famosas TEDtalks. De uma forma simples, tocante e fascinante, somos levados a reflectir para o que estamos a educar os nossos filhos.

Enjoy it :-)

Para começar a blogar em condições, não quis deixar de partilhar convosco este pequeno filme em que Steve Jobs, mítico CEO da Apple (caso exemplar de uma mente brilhante), nos conta como trilhou o seu caminho, dando-nos algumas lições de vida, sempre úteis quando nos confrontamos com as nossa próprias caminhadas.

Enjoy it ;-)

O blog Mentes Brilhantes surge duma aula sobre Web 2.0 que frequentei, em que aprendi a mexer com esta ferramenta fantástica, que nos torna “reais” no mundo digital.

Uma das questões centrais que se coloca à partida é: porquê fazer um blog? Temos alguma coisa para dizer? Pois bem, surge aí a ideia do Mentes Brilhantes: um blog sobre Talento, dedicado a pessoas intelectualmente “irrequietas”, curiosas, empreendedoras, que acham que têm algo a dizer ao mundo e aos seus pares (outras mentes brilhantes que por aí andem).

Lanço este blog não porque me considere necessariamente um talento, mas sim porque a minha profissão passa pela Gestão do Talento. A minha obsessão diária é descobrir pessoas com talento, trazê-las para dentro da minha organização e criar condições para que as mesmas decidam colocar esse talento ao serviço de todos nós, todos os dias.

Naturalmente que desse caminho diário que vou fazendo surgirão muitas reflexões, muitas coisas para dizer e partilhar, pelo que conto ir recebendo vários comentários e contributos, que certamente crescerão ao longo do tempo.

“Partilha” é aliás uma palavra essencial quando falamos de talento. O talento, sendo um activo de grande valor e não necessariamente abundante, precisa de ser alimentado e cuidado, como se de um bonsai se tratasse. Não porque seja frágil ou o queiramos moldar à nossa imagem, mas porque necessita da nossa dedicação e atenção permanentes.

E porquê? Porque o talento brilha, e brilha para lá de todas as capas ou muros que queiramos erguer. E esse brilho chama as atenções. As atenções da concorrência, que nos tentará capturar esse talento, mas também de outros talentos, que quererão saber porque é que na nossa organização as pessoas podem brilhar.

Isto implica pois que tomemos consciência de que o talento saudável atrai mais talento. E para o talento ser saudável tem de partilhar, tem de colaborar, tem de interagir com outras mentes brilhantes que o mantenham sempre estimulado, sempre inquieto, sempre a pulsar por novos desafios.

Este é o meu desafio diário. Sobre ele irei partilhando as minhas reflexões e aprendizagens. Conto com a vossa participação.

 

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